Calendário

O homem inventou
um calendário
que falha em sua imaginação.
As horas e os dias de solidão,
são o desespero
de as ver correr em vão.

Vivências,
coloridos variados,
violentas, vorazes,
são mornas, suaves, belas
ou como ardentes tenazes
em horas de solidão.

O infinito do caos
onde tudo nos conduz,
é vento que nos fustiga,
é amor que nos castiga,
é régia da invenção.

Pra quê contarmos o tempo,
se o que é tudo num momento
nada mais é num repente,
transformando tudo em vão?

ALUENA

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nelita_7@hotmail.com





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