CRÉDITOS FOTOS : BLOG "Rainha do Fado"
Amália Rodrigues Diva do FADO Português
TERTÚLIA e CIRANDA
Muito obrigado a todos os poetas e escritores que participaram
e acreditaram neste trabalho.
Recebam todo o meu carinho.
Amália Rodrigues “DIVA do FADO PORTUGUÊS”
Desde pequena
eu ouço
cantar
essa mulher...
Em meus ouvidos
ficavam
os mais sublimes
agudos.
E quando dormia
pensava:
- como é essa mulher?
- Como é Portugal?
O tempo,
nosso melhor companheiro,
encarregou-se
de apresentar-me
A DIVA “ AMÁLIA RODRIGUES”
na revista que ganhei.
Soberba,
envolta em chalé branco;
admirando-a,
ouvia o acorde de suas melodias...
Melodias que me acompanham
de há muito,
em casa de avô português!
Cleidiner Ventura (anjo)
22/10/2004
São Paulo - Brasil
Cleidiner Poemas
Asas de um Anjo
Poetas Brasileiros
Pintores do Mundo e Poemas
Chega mais perto de mim
Passaporte para a Vida “Amalia Rodrigues”
Receba o Céu
Universo Vivo
Um Coral de Anjos
Sussurando teu fado
Luzes - Luzia * Luar
Luar de Junho
22/10/2004
Rio de Janeiro - Brazil
NOTA: Faço parte da familia "Videira de Carvalho" aí em Paredes (" Porto ")
beijinhos da familia portuguesa.
“ Amália, uma Diva “
Do Fado fizeste vida,
E tua voz encantou,
O Mundo te fez uma “Diva”
Que Portugal venerou.
Agora que já partiste,
Saudades deixaste em nós,
Choramos e ficámos tristes,
Mas com os teus “Fados”
Nunca mais estaremos sós.
Sempre te recordaremos,
Com amor e carinho,
Amália uma grande Mulher,
Deste belo cantinho.
Natália Vale
22/10/2004
Portugal
“Amália" Encanta O céu com seu Fado
Olho para o infinito firmamento
E vejo uma linda estrela a brilhar
O nome dela é Amália Rodrigues
E ela passou sua vida a cantar!
Só nós dois é que sabemos
O quanto nos queremos bem
Essa célebre frase ... todos já ouvido teremos
E faz parte da alma do povo também!
Sua bela voz trazia muito sentimento
Que vinha do fundo do seu coração
E quem a escutasse ... naquele momento
Sentia uma indescritível emoção!
E hoje sentimos saudade dessa herança
Daquela presença muito marcante
Da beleza de sua voz ... agora distante
Que enriquecia a música ... e atualmente é só lembrança!
O fado retratou um tempo dourado
E o céu ganhou um grande tesouro
E ele está lá solidamente guardado
Como uma relíquia revestida de ouro!
Sua voz ... com certeza ... traz um encanto
Aos que lá têm a satisfação de viver
Irmanados e felizes ... esperando o renascer
Enquanto ouvem tão maravilhoso canto!
E todos são tomados de imenso contentamento
Cada vez que sua voz é entoada
E quando chegar nossa vez ... nosso momento
Sentiremos que nossa alma foi elevada!
Ficaremos felizes da vida
De saber que naquele recanto
Cantado pela Amália ... querida
Poderemos ouvir um fado ... que encanto!
Elisa de Andrade
21/10/2004
Petrópolis - Estado do Rio de Janeiro - BRASIL
Casa Saudável
“ Amália "
Desconhecia Amália
a não ser seu fado
um belo dia, andando a toa nas ruas de Lisboa
me deparei em uma livraria
procurando algo que nem eu sabia
olhando, sem saber
correndo os olhos sem ponto fixo
de repente, perplexo
em minhas mãos um livro de poesias de Amália
uma surpresa
uma alegria
algo novo, pois não sabia
muito além da intérprete do fado
um poema, um afago
emoção, doçura, candura
poesia, enebriante literatura
dali em diante Amália
como não amá-la
ser súdito , ser fiel
seguidor devotado como na melodia de um fado !
Ubiratan Fernandes de Souza Miranda
Belíssimo Poema - Parabéns
Belo Horizonte - Minas Gerais
EVOLUÇÃO
“ A VOZ "
Silêncio... Escutem !!! A Voz de Amália.
Que voz foi - que voz é - esta? Amália. Para sempre.
Irrompeu das vielas, espalhou o pregão dos limões, descalça, traquina, olhos de um castanho
macio. E desafiou o canto que estava dentro de si mesma. "Fui espia apenas do meu fado",
disse um dia ao Diario de Notiçias. Espia do sentimento. De uma identidade com um povo que
escreve saudade por dentro das veias. Com um povo que ama apaixonadamente. Desesperadamente.
Que se encontra na comunhão e no ciúme. Na desavença e no perdão. No drama e na sina.
A voz de Amália, de Amália Rodrigues, personificou essa alma e esse corpo. De um povo tão
capaz da mais comovedora nostalgia, de uma oração, de muitas lágrimas, como de um sorriso
arrebatador, de um afago solidário, de um sentir dorido e de um hino à vida.
Amália, a intuição. A simbiose da estética fadista e do coração aberto a "uma estranha forma
de vida". Um respirar a plenos pulmões a essência de um país que levou a todos os cantos
do mundo, nos seus encontros e desencontros, nos seus pecados e esperanças, nas suas realidades
e utopias. Amália. Um timbre ímpar. Com que voz? A voz de Barco Negro, Uma Casa Portuguesa,
Gaivota, Maria Lisboa ou Trova do Vento que Passa. A voz de Coimbra, Fadinho Serrano, Procura,
Cansaço. A voz de Inch'Allah, de L'Important C'Est la Rose, de Canzone Per Te.
A voz de Povo que Lavas no Rio, Libertação, Fado Malhoa, Foi Deus, Job ou de Mariquinhas.
A voz de Tudo Isto É Fado, Verde Pino, Verde Mastro ou de Anjo Inútil. A voz de Fado Final,
de Amália. Olhos fechados, voltados para a luz interior da sua força, a um só tempo imponente
e simples. Mãos de fé, tocando a emoção do verso na sua própria pele. Mãos que se prendiam
e dresprendiam, cruzando o xaile negro e destinos de sonhos e amores, de encantamentos
e perdas.
A voz. O ídolo. A Diva.
Renderam-se-lhe plateias nas maiores salas de espectáculos internacionais.
Que mistério o de uma voz que todos entendiam, cantasse em português ou nos diversos idiomas
que aprendeu sem esforço? Que fenómeno o de uma voz gigante e melódica, vibrante, tivesse por
companhia a guitarra e a viola, a grande orquestra ou as castanholas? Que voz essa,
que saltou fronteiras - e barreiras -, com passaporte rompendo férreas cortinas, que se ocultou
e desocultou entre palmas e êxtases, entre orgulhos e brios, entre feridas e cicatrizes,
bem amada por quase todos, mal-amada apenas por uns poucos? A voz de Amália. A da emoção.
A da empatia. A de uma identidade que soube cantar a língua de Camões, a de poetas de todos
os tempos, de todos os estilos e escolas, de rima ou de pé-quebrado, de trovadores e de vozes
da modernidade. Amália, também ela poema de sol e de luas, de muitos rios e mares, de flores
bravias. Expoente de um século numa cultura que dizia não ter, mas que soube, afinal,
ensinar-nos, cantando, cantando-nos. Com uma entrega total. Esse, porventura,
o seu maior segredo.
Amália dos poetas, dos pintores, dos escultores, dos compositores. Dos amigos verdadeiros
e dos que fingiram sê-lo. Amália da família. Amália mulher-menina. Amália do mundo. Paradoxal,
às vezes, na gargalhada cheia e numa rodilha de lágrimas. Entre palavras contidas e outras
desassombradas. Humana no mais fundo dos seus cinco sentidos. Desconcertante na timidez,
nos medos que a tomavam ao entrar em palco. Depois, bastava-lhe cantar. O "milagre" acontecia.
Amália era do público. Do povo. O povo era de Amália. Fado intenso. Interiorizado.
Companhia. Lenda. Cereja e trigo. Uma fome de alegria, escondida por detrás dos espelhos.
Amália, a senhora dos grandes óculos escuros, arma discreta que a defendia de todos os percalços.
Refúgio e fuga.
Recordo Amália em espectáculos, idolatrada. Pelo fado, pelo folclore. Pela voz única.
Vejo-a, arguta, em encontros no Martinho da Arcada. Relembro-a em sua casa, sempre coberta
de gente. Falámos tanto e de tudo. De um destino: "O de não conseguir deixar de sonhar,
apesar de desencantada."
Amália. Silêncio... A voz.
Maria Augusta Silva
Nashville
Homenagem à Fadista Amália Rodrigues
Foi lá bem perto da Mouraria
Que nasceu em certo dia...
Aquela que viria
Cantar muito com alegria
Até hoje ainda ressoa
A voz desta mulher de Lisboa
Na rua ela cantou
E na marcha de Alcântara ela encantou
Sua voz empolgava o público cantando como solista
No começo era acompanhado por seu tio o guitarrista
Certa época se intitulou Amália Rebordão
Em homenagem ao pugilista Felipe seu irmão
No estrangeiro foi em Madrid que fez a primeira apresentação...
Canções espanholas e flamengas ela cantou com perfeição
Foi no Casino Copacabana que estreou no Brasil
Onde gravou os primeiros discos e foi uma coisa linda que se viu
Atuou nos espetáculos do Plano Marshall...
Mostrando para Berlim, Dublin, Paris, Berna esta obra prima de Portugal...
Em Dublin cantou a linda "Coimbra" propagando a cultura de seu país natal...
Cuja canção popularizou na França como "Avril au Portugal"
Andando pela África seu Fado lá se fez ouvir...
Depois cantou na Espanha em Biarritz, San Sebastian e Madrid
Apresenta pela primeira vez em Nova Iorque, na Boite La Vie En Rose
Tinha tanta capacidade que em inglês fez ouvir sua voz
É impossível citar aqui tantos países que ela andou
Cantou, cantou ... e o perfume português em quase todo o mundo ela deixou
Cantou, cantou... em cinemas teatros e centenas de shows
E no ano de noventa e nove este mundo ela deixou
Amália Rodrigues morreu
Mas sua memória permaneceu
Esta mulher será sempre Rainha Portuguesa
Cantou, cantou e deixou aos novos Fadistas exemplo com certeza...
Valeriano Luiz da Silva
24/10/2004
Anápolis - Goiás - Brasil
Album de Poeta
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