NEREIDA
Vogando nas ondas
de som e de espaço,
todos podem ver
e sentir o abraço
que eu passo
em volta de mim mesma.

É como um laço de espuma.
É contorno de duende.
Raiva que gritam meus passos
por não ficar abraçada
nos teus braços.

Oh!...
Como desejava ser
doce nereida,
e algemar-te no frio verde
do meu corpo de espuma.

Teu coração será mar de solidão.
Tuas lágrimas, espelhos do teu ser,
morrendo de sede
do corpo da mulher que desejas ter.

Esquece o desânimo.
Sê firme como o NÃO de um Homem.

Minha pele será lume.
Meus beijos o sopro do vento.
Meus braços algas de enleio.
Serás então,
apenas existir...

Diz não!...
E eu ficarei
nereida verde
de corpo de espuma.

ALUENA

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