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Apetecia-me
rasgar-te a pele,
e marcar-te
com chicoteadas impiedosas.
Ah!
Como eu gostava
de te ver sofrer.
Ao menos tinha a certeza
que o teu ser insensível,
de ar calmo e impenetrável,
era existir.

Sinto raiva...
Gostava de tirar-te da boca
as palavras lindas
que me contaste,
e que não foram senão palavras.
Corpo maldito!...
Boca sem grito
e sem lágrimas...
Apetecia-me
rasgar-te a pele,
e marcar-te, e ouvir o teu grito
com riso de caveira,
para cobrir-te de flores.
ALUENA
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